o sertanista escritor
original esse francisco brasileiro - cujo centenário acaba de ser lembrado. e que nome para um sertanista-escritor? quem dera eu... enfim. original, original. já colecionava sei lá quantas façanhas além-araguaia quando os villa-boas ainda engatinhavam. foi, aliás, sob seu comando que os villa deram os primeiros passos. quer dizer, até entre sertanistas foi pioneiro. e deve ser também um dos primeiro ecoturistas do país: em 1949, já viajava com a família pelo, digamos, Brasil profundo. e filmava tudo!
o escritor é interessante também (apesar do estilão meio bacharelesco, próprio dos diletantes). é interessante porque, ao contrário do que defendeu borges, para descrever um jaguar vale a pena conhecer um. com cuidado, evidente. bem-sucedido neste esforço, o escritor francisco brasileiro trata os personagens, índios ou brancos, com o mesmo interesse genuíno do sertanista francisco brasileiro, mantendo prudente distância da caricatura, da louvação, das teses apressadas sobre o embate entre civilizações, o abismo cultural etc.
falo do premiado 'jurupari - o escolhido', de 1948, que me caiu às mãos. curioso. é uma fascinante teia de lendas indígenas, costurada por uma lenda maior: a do homem branco que é enfeitiçado por uma fascinante teia de lendas indígenas etc. a cara do sertanista, a cara do escritor.





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